CEOs e diretores precisam tentar resolver as ameaças à segurança cibernética
Este evento foi patrocinado e organizado pelo Atlantic Council (Comitê Atlântico), para o qual o CEO da ICANN foi convidado como palestrante. Apresentamos o texto a seguir como informação.
12 de dezembro de 2007
Washington, D.C. — Os CEOs precisam fazer da segurança cibernética sua prioridade número um, ou suas organizações poderão ser vítimas de espionagem industrial, assim como ocorreu com os recentes ataques a grandes empresas como a Rolls-Royce e a Royal Dutch Shell. Essa é a conclusão do relatório Cyber Attack: A Risk Management Primer for CEOs and Directors [Ataque cibernético: uma cartilha sobre gerenciamento de riscos para CEOs e diretores], publicado hoje pelo Comitê Britânico e Norte-Americano (British-North American Committee – BNAC) e o Comitê Atlântico (Atlantic Committee) dos Estados Unidos, um patrocinador americano do Comitê.
A Internet global única, cujos endereços são coordenados pela Corporação para Atribuição de Nomes e Números da Internet (ICANN), viabiliza um comércio eletrônico de cerca de US$2,8 trilhões anualmente.
“Assim como os empreendimentos na Internet ficaram mais sofisticados, o mesmo ocorreu com os criminosos cibernéticos”, disse o Dr. Paul Twomey, Presidente e CEO da ICANN, e um dos principais autores do relatório. “A mensagem desse relatório é clara – os principais líderes de governos e corporações precisam fazer da segurança cibernética uma prioridade pessoal”.
“Assim como investidores globais, CEOs e membros de conselhos administrativos avaliam os riscos na base corporativa, eles precisam saber o que estão fazendo para impedir o comprometimento de dados. CEOs não são especialistas em TI, e não precisam ser. Esse relatório é uma breve lista de referência sobre coisas que cada diretor-executivo precisa saber e fazer”, disse William Mayer, fundador da Park Avenue Equity Partners e presidente do grupo de trabalho sobre Segurança Cibernética e Negócios do BNAC.
“Nós vivemos num ambiente completamente diferente, no qual as pessoas e as empresas dependem da tecnologia e da Internet. Ao mesmo tempo em que isso nos ajuda a administrar melhor as empresas, precisamos entender que existem riscos e ameaças correspondentes. Por essa razão a segurança cibernética é essencial para o sucesso de qualquer empreendimento”, disse Frederick Kempe, presidente e CEO do Conselho Atlântico e membro do BNAC. “Isso precisa ser uma parte integrante do pensamento e planejamento de qualquer CEO ou diretor.”
O relatório incentiva CEOs e diretores corporativos a tomarem medidas para proteger suas empresas e organizações de ataques cibernéticos. Ele identifica ameaças à segurança de informações e os erros mais comuns na segurança de dados, além de oferecer recomendações para líderes empresariais e corporativos ao administrarem riscos à segurança de dados.
“Este relatório é um lembrete para todas as organizações – sejam pequenas ou grandes, públicas ou privadas – sobre a necessidade de se manter a par das melhores práticas para segurança de dados. Os riscos são muito reais, mas existe ajuda disponível”, afirmou Clive Mather, que até recentemente foi presidente e CEO da Shell Canadá e é membro do BNAC.
Entre suas recomendações, o relatório insiste para que CEOs e diretores:
Além disso, o relatório apresenta uma lista abrangente para checagem de itens de segurança de informações que diretores e executivos devem seguir para proteger suas corporações contra espionagem industrial. Tendo o apoio de membros do Comitê Britânico e Norte-Americano, um grupo proeminente de líderes empresariais, acadêmicos e sindicais do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá, o relatório está disponível on-line em http://www.acus.org/docs/071212_Cyber_Attack_Report.pdf [PDF, 1,400].
Sobre o Comitê Misto Britânico e Norte-Americano:
Criado em 1969, o Comitê Misto Britânico e Norte-Americano (BNAC) é formado por um grupo de líderes da área empresarial, sindical e acadêmica do Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, dedicado a estabelecer relações harmoniosas e construtivas entre os três países e seus cidadãos. O BNAC tem o patrocínio de três organizações de pesquisa sem fins lucrativos – a Associação de Pesquisa Britânica e Norte-Americana em Londres (British-North American Research Association), o Conselho Atlântico (Atlantic Council) em Washington, e o Instituto C.D. Howe
Sobre o Comitê Atlântico dos Estados Unidos:
Fundado em 1961, o Comitê Atlântico dos Estados Unidos é uma organização independente e apartidária dedicada a estimular o diálogo e a discussão sobre problemas internacionais, com o propósito de enriquecer o debate público e promover o consenso nas respostas apropriadas na administração pública, no Congresso, nos setores corporativos e sem fins lucrativos, e na imprensa nos Estados Unidos e entre os líderes da Europa, Ásia e nas Américas. A missão do Conselho Atlântico é promover a liderança construtiva dos EUA em questões internacionais, com base no papel central da Comunidade do Atlântico face aos desafios globais do século 21. Para mais informações sobre o trabalho do Conselho, visite a sua página em http://www.acus.org/.
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