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Quase 4.294.967.296 endereços alocados – Resta menos de 10% do espaço de endereços IPv4: a adoção do IPv6 é essencial

29 de janeiro de 2010

A história do IPv4

Isso já estava previsto há muito tempo, mas o conjunto disponível de endereços da Internet não-alocados que utilizam o protocolo IPv4 – mais antigo e que contém um pouco mais de quatro bilhões de endereços IP – agora se reduziu a menos de 10% do seu total, o que significa que restam apenas um pouco mais de 400 milhões de endereços IP no conjunto global de endereços não-alocados.

O protocolo IPv4 define o número de endereço numérico exclusivo atribuído a cada computador conectado à Internet. A Internet foi criada no início da década de 1980 e tem nos servido bem por cerca de três décadas. Com um pouco mais de 400 milhões de endereços restantes, a expectativa é que o espaço de endereços IPv4 esteja totalmente distribuído em dois anos, embora não seja possível prever a data exata, já que isso depende do comportamento humano.

“É importante que o público compreenda que muitos dos endereços IPv4 alocados ainda não foram distribuídos ao público, de modo que não haverá uma falta global imediata de endereços IPv4 para os consumidores”, disse Rod Beckstrom, CEO e Presidente da ICANN.

O sistema de distribuição IPv4

Os endereços IPv4 são distribuídos num sistema hierárquico. Como operadora das funções da IANA, a ICANN aloca blocos IPv4 para cinco Registros Regionais da Internet (RIRs) no mundo todo, que por sua vez alocam blocos menores para ISPs e outros operadores de redes. São os ISPs e outros operadores da Internet que delegam os endereços às conexões individuais da Internet usadas pela maioria dos usuários de computadores.

Diagrama que mostra a distribuição de endereços IPv4

O crescimento recente do uso da Internet na região Ásia/Pacífico, particularmente na China, levou o RIR daquela região, APNIC (Centro de Informações de Redes para Ásia/Pacífico) a aumentar o número de alocações.

Blocos IPv4 alocados desde 2005

Políticas de consenso definidas em fóruns regionais

O processo da ICANN para distribuir blocos IPv4 entre os RIRs segue a política global desenvolvida nos fóruns públicos regionais desses RIRs para políticas. Este processo é muito semelhante ao utilizado para definir outras políticas da ICANN, por exemplo na GNSO e na ccNSO. Os RIRs distribuem endereços para ISPs e outros operadores de rede, de acordo com as políticas definidas nesses fóruns, que incluem representantes do setor, do governo e da sociedade civil. Esses fóruns estão abertos à participação de qualquer pessoa com acesso a um e-mail.

Diagrama do processo normativo de baixo para cima – como os usuários definem políticas num ambiente multilateral

Processo normativo “de baixo para cima” – Como os usuários definem políticas num ambiente multilateral

Desenvolver o IPv6 agora

“Essa é a hora de a comunidade da Internet agir”, disse Rod Beckstrom, Presidente e Diretor Executivo da ICANN. “Para que a Internet global cresça e prospere sem limitações, precisamos estimular a adoção rápida e generalizada do protocolo IPv6.”

IPv6 é o novo sistema que a comunidade de engenharia da Internet desenvolveu para acompanhar a demanda crescente por endereços IP.

Especialistas técnicos concordam que a maior vantagem do sistema IPv6 é sua capacidade de acomodar o crescimento da Internet. Por exemplo, se todos os endereços IPv4 coubessem num BlackBerry, seria necessário ter um equipamento de armazenamento do tamanho da Terra para conter todos os endereços IPv6 disponíveis.

Por que o IPv6 é essencial para o crescimento da Internet?

Desenvolvido na década de 1990, o IPv6 está disponível para ser alocado a ISPs desde 1999. Um número cada vez maior de ISPs desenvolveu o IPv6 na última década, assim como também governos e empresas. O maior atrativo do IPv6 é o enorme espaço de endereços que ele oferece. Ao invés de apenas 4 bilhões de endereços IPv4 – menos do que o número de pessoas no planeta – existem 340.282.366.920.938.463463.374.607.431.768.211.456 endereços IPv6. Um modo mais simples de imaginar esse número são 340 trilhões de trilhões de trilhões de endereços. Essa quantidade imensa foi desenvolvida intencionalmente, de modo que todas as redes concebíveis agora e no futuro tenham endereços suficientes para a multidão de equipamentos que agora podem ser conectados a elas, como celulares, computadores de uso geral, câmeras e leitores de e-livros. Mas em breve todo tipo de aparelhos cujo propósito não era que fossem usados por pessoas também terá um endereço IP. Entre os exemplos estão medidores de uso e equipamentos domésticos que se comunicam com provedores para descobrir o horário mais barato para comprar energia.

Semelhantemente, o IPv6 pode permitir que as pessoas usem equipamentos padronizados para se conectar remotamente com segurança a uma enorme quantidade de tecnologias de automação doméstica e outros sistemas. Não há necessidade de acessos e interfaces especiais se todos os sistemas puderem ser acessados com segurança via IPSEC e operados diretamente.

Por essas razões, a adoção dos endereços IPv6 oferece várias vantagens óbvias:

“Resumindo, o fato é que IPv6 é o futuro da Internet”, disse Beckstrom. “Agora a Internet define as comunicações e o comércio, e para acomodar seu crescimento explosivo no mundo todo, precisamos agir agora a fim de garantir um futuro on-line que possibilite o crescimento com poucas limitações.”

Para saber mais sobre IPv6, vá para:
http://www.icann.org/en/announcements/factsheet-ipv6-26oct07.pdf [PDF, 402K]

Última modificação deste arquivo em 29 de janeiro de 2010

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