ICANN Logo

Índice do site Fórum público   Navegar:    

Página inicial da ICANN >> Informações sobre a ICANN >> Reuniões da Diretoria


Relatório preliminar da reunião extraordinária do Conselho de Diretores da ICANN

[As atas formais ainda serão aprovadas pela Diretoria da ICANN]

16 de outubro de 2007

O Conselho de Diretores da ICANN realizou uma reunião extraordinária por teleconferência em 16 de outubro de 2007. O presidente Vinton Cerf iniciou a reunião às 13:11 h, horário de verão do Pacífico (PDT).

Os seguintes diretores participaram de toda ou de parte da reunião: Raimundo Beca, o presidente da Diretoria Vinton G. Cerf, Susan Crawford, Peter Dengate-Thrush, o vice-presidente da Diretoria Roberto Gaetano, Demi Getschko, Steven Goldstein, Joichi Ito, Njeri Rionge, Rita Rodin; Vanda Scartezini; o Presidente e CEO Paul Twomey; Bruce Tonkin e David Wodelet. Os seguintes contatos junto à Diretoria participaram de toda ou de parte da reunião: Steve Crocker, contato do SSAC; e Janis Karklins, contato do GAC. Os seguintes membros da Diretoria e contatos não estavam presentes à reunião: Vittorio Bertola, Thomas Narten, Rajasekhar Ramaraj, Suzanne Woolf e Francisco da Silva. Estavam presentes como observadores os seguintes indivíduos que foram indicados para servirem como Diretores a partir da reunião anual geral de 2007: Harald Alvestrand, Dennis Jennings e Jean-Jacques Subrenat, como indivíduos nomeados pelo Comitê de Indicação para a Diretoria da ICANN, e Wendy Seltzer, contato designado pelo ALAC.

Os seguintes executivos e membros da equipe da ICANN participaram de toda ou de parte da reunião: John Jeffrey, Conselheiro-Geral e Secretário; Doug Brent, Diretor-Executivo de Operações; Kevin Wilson, Diretor Financeiro; Kurt Pritz, Vice-Presidente de Operações Comerciais; Barbara Roseman, Gerente-Geral de Operações da IANA; Denise Michel, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Políticas; David Conrad, Vice-Presidente de Pesquisa e Estratégia para a IANA; e Donna Austin, Gerente de Relações Governamentais.

A Diretoria discutiu e tomou decisões sobre os seguintes assuntos:

Aprovação das atas da reunião extraordinária da Diretoria em 11 de setembro de 2007

O presidente da Diretoria apresentou as atas da reunião de 11 de setembro de 2007, que haviam sido divulgadas para a Diretoria com antecedência e publicadas no site como relatório preliminar.

Steve Goldstein propôs e Demi Getschko apoiou a adoção das atas de 11 de setembro de 2007 sem alterações.

Resolveu-se (07.80) aprovar as atas da reunião da Diretoria em 11 de setembro de 2007 por unanimidade, pelo voto de 13-0. Além dos membros da Diretoria que não estavam presentes à reunião, dificuldades técnicas impediram Raimundo Beca de votar essa proposta em tempo.

Assuntos relativos à IANA:

Redelegação do domínio .BM (Bermudas)

Barbara Roseman informou que o pedido de redelegação para Bermudas teve bastante apoio. Em 8 de maio de 2007, a IANA recebeu um pedido para redelegação do domínio de primeiro nível .BM (Bermudas). Originalmente, o domínio .BM havia sido delegado em março de 1993 para a Faculdade de Bermudas. O pedido de delegação de .BM foi enviado em agosto de 2003. Uma carta do governo de Bermudas apoiou o pedido, entretanto o pedido foi arquivado em março de 2005 por falta de documentação complementar. A mudança não envolve alterações nos servidores oficiais de nomes para .BM, já que o destinatário proposto da delegação, que é o Registrador Geral de Bermudas já é o administrador de facto do domínio .BM. A equipe recomendou que a Diretoria aprovasse a redelegação.

Steve Goldstein propôs e Bruce Tonkin apoiou a seguinte resolução:

Visto que o domínio de primeiro nível .BM é o código de país designado para Bermudas;

Visto que a ICANN recebeu um pedido de redelegação de .BM para o Registrador Geral de Bermudas;

Visto que a ICANN analisou o pedido e concluiu que a redelegação proposta corresponde aos melhores interesses da comunidade local e global da Internet;

Resolve-se pela presente (07.81) aprovar a redelegação proposta do domínio .BM para o Registrador Geral de Bermudas.

A proposta foi aprovada por aclamação e unanimidade de todos os membros presentes (14-0).

Discussão dos pedidos de delegação do domínio .EH (Saara Ocidental)

Barbara Roseman relatou que não houve progressos na delegação de .EH e que a equipe chegou a um ponto em que não é capaz de tomar nenhuma outra decisão.

A equipe explicou que no momento há dois candidatos para a delegação do domínio de primeiro nível com código de país (ccTLD) .EH (Saara Ocidental). Os dois candidatos satisfazem os critérios técnicos para administrar um domínio de primeiro nível. Em casos como este, a IANA tem uma política já consagrada de solicitar que os dois candidatos trabalhem juntos para encontrar uma solução mútua que atenda às necessidades da comunidade local da Internet da melhor maneira possível. A ICANN não vê como aprovar a delegação do ccTLD .EH para um dos candidatos sem violar sua política consagrada, a menos que as partes em disputa consigam chegar a um acordo, seja pelas negociações em andamento, seja por outro meio alternativo.

Paul Twomey observou que, segundo o procedimento existente, nessas circunstâncias a equipe encerraria o assunto até que se resolva o problema da existência de vários candidatos.

O presidente da Diretoria encerrou esse tópico solicitando que se registre que a equipe enviou um relatório sobre essa questão, e que a equipe continuará agindo de acordo com os procedimentos.

Discussão de serviços de registro propostos pela Telnic (.TEL), re: Exibição pública de informações WHOIS

Kurt Pritz observou que esse tópico consta na pauta apenas para colocar a Diretoria a par de alguns problemas envolvendo a proposta da Telnic e como preparação para uma possível votação da Diretoria em outra reunião. A proposta da Telnic contém uma série de questões complexas, entre as quais duas se destacam: qual deve ser o parâmetro para avaliar a proposta e como comparar essa proposta com esse parâmetro.

A Telnic enviou uma proposta para limitar a exibição pública de informações Whois, o que corresponde aos interesses de grupos que desejam acesso pleno a informações Whois, como o grupo de Propriedade Intelectual, o qual pretende proteger os direitos de seus clientes.

Kurt Pritz também relatou que surgiram dúvidas quanto aos parâmetros para medir as mudanças propostas, e citou três ferramentas disponíveis: 1) o processo de análise de serviços de registro (processo de funil); 2) o procedimento Whois para conflitos com leis nacionais; e 3) um pedido de mudanças nos contratos de registros. Nesse caso a equipe está usando os três parâmetros.

O processo de "funil" para serviços de registro oferece uma pergunta decisiva para avaliar se a proposta implica em problemas de segurança ou estabilidade. Nesse caso, não se identificaram problemas desse tipo.

O procedimento Whois para conflitos com leis nacionais ainda não foi implementado e depende do parecer do GAC, porém durante o encontro da ICANN em San Juan o GAC publicou seu parecer preliminar sobre esse procedimento. Esse procedimento sugere consultas ao público e exige a aprovação da Diretoria. Esta avaliação não está completa e deverá ser discutida na próxima reunião da ICANN, em Los Angeles.

Finalmente, a proposta está sendo avaliada como uma mudança material do contrato, e exige divulgação ao público e aprovação da Diretoria. Em resposta às consultas ao público, houve várias manifestações de apoio à proposta.

Em relação ao procedimento Whois para conflitos com leis nacionais, há dois aspectos na avaliação da proposta que exigem uma análise cuidadosa.

Primeiro: já se verificou se há alguma ação governamental que poderia entrar em conflito com as exigências contratuais da ICANN em relação ao serviço Whois? A Telnic não deve começar suas operações de registro antes do início de 2008, e a pergunta é se há alguma medida governamental para situações que não representam uma violação real da lei nacional.

O segundo aspecto é se as modificações propostas pela Telnic respondem satisfatoriamente as dúvidas levantadas por membros da comunidade. Como resultado aos comentários sobre sua primeira proposta, a Telnic fez mudanças significativas em seu pedido. O procedimento de 13 passos para que partes interessadas tenham acesso pleno às informações foi eliminado e substituído por um processo mais simples, no qual os indivíduos qualificados têm acesso total por intermédio de um nome de usuário e senha fornecidos pela Telnic. Numa outra mudança, a Telnic aboliu uma taxa pelo serviço, substituindo-a por um procedimento adicional de autenticação. Com essas e outras mudanças, a dúvida é se as modificações na proposta feitas pela Telnic respondem satisfatoriamente as dúvidas e membros da comunidade e se as mudanças preservam a capacidade de cumprir as obrigações contratuais da melhor maneira possível. Para responder a essas perguntas, a ICANN consultou o Departamento do Comissário de Informações do Reino Unido e o grupo constituinte de Propriedade Intelectual da ICANN. O próximo passo será publicar a proposta modificada pela Telnic e avaliar a resposta da comunidade como parte dessa análise.

Depois disso, o procedimento determina que o Conselheiro-Geral apresente um relatório para a Diretoria, solicitando que esta considere o procedimento da Telnic. Observando que esses dados tinham o propósito de informação, e não exigir uma decisão da Diretoria, o presidente perguntou quais devem ser os próximos passos.

Kurt Pritz respondeu que a proposta revisada será publicada para comentários a fim de que se verifique se as modificações atenderam às preocupações da comunidade. Após essa discussão e outro relatório da equipe, a Diretoria estará preparada para votar.

O presidente perguntou se esse item será incluído na pauta da reunião em Los Angeles. Kurt respondeu que recentemente a Telnic realizou mudanças na proposta em conseqüência de outras respostas recebidas. Não há tempo para um período de comentários do público entre o momento atual e o encontro em LA.

Steve Goldstein perguntou se alguém examinou as exigências de cumprimento legal e sua necessidade de acesso. O presidente perguntou se sua interpretação estava correta: as informações obtidas por um registro ou registrador não são divulgadas ao público, mas existem meios para que órgãos oficiais ou policiais obtenham essas informações. Há muito tempo as entidades policiais nacionais têm a possibilidade de obter outras informações consideradas privadas. Não há obstruções ao acesso das entidades policiais. Existe um grande interesse do setor de propriedade intelectual em obter dados.

Steve Crocker comentou que segundo seu entendimento, se uma autoridade policial dos Estados Unidos tiver acesso restrito a informações sem um mandado, ela não poderá utilizar essas informações num processo judicial.

Susan Crawford observou que durante o encontro em Los Angeles haverá um relatório geral sobre o serviço Whois e então todas essas dúvidas poderão ser levantadas.

Janis Karklins informou que o GAC concordou em tentar concluir o trabalho referente a seu parecer sobre conflitos de normas durante o encontro em Los Angeles. Ele observou que tem havido uma intensa troca de idéias entre os membros do GAC, e os membros da Europa estão relativamente otimistas quanto a um acordo. Em Los Angeles, o GAC prosseguirá a redação de um texto preliminar que já foi divulgado em alguns círculos, mas em sua opinião o GAC não conseguirá terminar esse trabalho porque existem grandes diferenças na abordagem para proteção de dados entre os diferentes países.

Janis fez um comentário pessoal sobre a Telnic – nenhuma empresa responsável se envolveria em qualquer operação que pudesse levá-la a um processo judicial. Qualquer empresa tentaria encontrar uma solução para usar o procedimento correto desde o início, e a ICANN deve levar isso em conta.

Bruce Tonkin observou que neste debate existe algo que muitos advogados gostariam de ver: um parecer formal de um comissário do setor de privacidade, para depois contestar esse parecer. Um comissário do setor de privacidade não quer publicar algo que pode ser usado em tribunal. A equipe executou um ótimo trabalho, falou com o representante do Reino Unido no GAC, que confirmou ser um procedimento normal a Comissão dar seu parecer em confiança. Muitas informações usadas como base são privadas. Bruce questionou como manter essas informações em sigilo.

O presidente observou que talvez teremos dificuldades em definir uma política uniforme para os dados Whois e acabaremos formulando políticas regionais ou nacionais. As normas dependerão do local onde os dados serão armazenados, e isso não será muito diferente do que ocorre com outros setores que têm informações sigilosas. Rita Rodin concordou completamente com esse princípio. Sua preocupação é que se a ICANN insistir em ter algo uniforme, ela terá integrantes debatendo esse assunto para sempre.

Aprovações financeiras e recomendações do Comitê de Finanças

Aprovação antecipada de despesas consolidadas de viagens que excederem a autoridade dos executivos

O presidente da Diretoria informou o tópico da aprovação de despesas consolidadas de viagens, observando que recentemente o Comitê Executivo teve de aprovar um pagamento muito grande à American Express porque estamos consolidando todas as viagens em uma única conta de crédito. Embora isso facilite o controle financeiro, também significa que um pagamento recente com vencimento em outubro de 2007 (equivalente a US$467.000,00) excede o limite de autorização de qualquer executivo ou grupo de executivos da ICANN para aprovar gastos, mesmo que as despesas estejam dentro do orçamento aprovado pela ICANN. Por isso, o presidente solicitou autorização para permitir pagamentos de despesas de futuras viagens já incluídas no orçamento e informou que a equipe já enviara uma proposta, que foi discutida no Comitê de Finanças. Doug Brent informou que o grupo preparou uma resolução com a assistência do Conselheiro-Geral. Doug apresentou o texto proposto, que publicamos abaixo como a resolução aprovada.

O presidente observou que essa é uma solução sensata, que desafoga o calendário do Comitê executivo. Steven Goldstein foi muito favorável à proposta, mas perguntou se US$600.000 seriam suficientes.

Doug Brent comentou que talvez surja uma conta maior do que essa. A pergunta é qual é a quantia com a qual a equipe e a Diretoria se sentem confortáveis. Caso se receba uma fatura acima do valor aprovado, a equipe a encaminhará para a Diretoria.

O presidente comentou que uma alternativa a um limite absoluto seria autorizar pagamentos desde que seu valor não exceda o orçamento. A autorização para o orçamento de viagens já havia sido concedida.

Doug Brent informou que isso poderia ser administrado. Paul Twomey comentou que se sente confortável com essa solução, mas gostaria que a gerência informasse o Comitê de Finanças que o pagamento foi feito, e Doug Brent concordou. O presidente sugeriu que a equipe poderia se reportar periodicamente ao Comitê Executivo da Diretoria sobre despesas de viagens.

Bruce Tonkin sugeriu que se elabore um relatório para cada reunião de Diretoria, comparando as despesas com o plano. O orçamento para viagens é "x" e o mês atual é "y", portanto se estamos na metade do ano e gastamos quase todo orçamento para viagens, podemos fazer algumas perguntas. Susan Crawford concordou com a idéia de Bruce Tonkin para relatórios periódicos. Doug Brent comentou que esses relatórios também poderiam incluir um relatório financeiro mensal geral da Diretoria.

O presidente perguntou se podemos separar os relatórios. Vários membros da Diretoria concordaram que a Diretoria está interessada em relatórios mensais.

O presidente apresentou a resolução proposta para votação, esclarecendo que a resolução estabelece que as despesas não deverão exceder o valor acumulado do orçamento aprovado para viagens. Susan Crawford observou que a resolução proposta refere-se a um prazo muito limitado, até fevereiro de 2008 e confirmou que isso daria tempo para a equipe submeter as alterações das normas para autorização ao Comitê de Finanças e à Diretoria. Doug Brent disse que gostaria de voltar com uma proposta detalhada que envolva todos os aspectos de autorizações, para que não tenhamos que gastar mais tempo nesse assunto.

A resolução é a seguinte:

Visto que a ICANN tem despesas significativas com viagens a cada mês, que estão incluídas no orçamento aprovado pela Diretoria para o EF07-08;

Visto que recentemente as despesas com viagens aéreas e reservas de hotéis foram reunidas em um cartão de crédito American Express;

Visto que agora a ICANN recebe faturas mensais de valores de seis dígitos da American Express, que podem facilmente exceder os limites de despesas da equipe da ICANN;

Visto que atrasos no pagamento da fatura da American Express podem obrigar a ICANN a pagar multas por atraso e possivelmente ter sua cobertura recusada;

Visto que chefes de departamentos, o COO e o CFO analisam todos os relatórios de despesas da equipe e as faturas da American Express em detalhes;

Visto que em 6 meses a equipe proporá uma nova política para despesas da ICANN que manterá controles financeiros adequados, possibilitará um processamento mais eficiente dos desembolsos e permitirá que a Diretoria se concentre em assuntos mais importantes;

Resolveu-se (07.82) que o COO e/ou CFO estão autorizados a fazer desembolsos com a American Express para faturas de até US$600.000 por mês até fevereiro de 2008 por despesas de viagens que estão dentro das diretrizes do orçamento.

A proposta foi aprovada por unanimidade e aclamação, pelo voto de 14-0.

Aprovação do aluguel do escritório em Sydney

Doug Brent informou que este é um assunto encaminhado à Diretoria pelo Comitê de Finanças. O atual proprietário rescindiu o contrato de aluguel do escritório por uma notificação com pouco tempo de antecedência. Nossa intenção sempre foi realugar o local, porém nosso locador foi inflexível em sua decisão de exigir nossa saída do escritório temporário em Sydney. Examinamos várias alternativas e a opção proposta foi considerada a mais adequada. A proposta foi analisada com o Comitê de Finanças e refere-se ao orçamento, porém o excedente não é significativo e pode ser coberto pelo orçamento existente.

O presidente observou que Doug Brent solicitara que decidíssemos a questão com urgência. Ele gostaria de apresentar uma moção para adotar a proposta de assinar o contrato para o escritório em Sydney conforme a equipe propusera.

Vanda Scartezini propôs e Steven Goldstein apoiou a seguinte resolução:

Visto que em novembro de 2006 o Conselho de Diretores da ICANN aprovou a abertura de um escritório em Sydney, Austrália;

Visto que a ICANN pretende manter sua presença em Sydney, Austrália, no futuro próximo, e essa presença exige o aluguel de um local físico;

Visto que a equipe da ICANN avaliou locais e opções alternativas para um escritório em Sydney, Austrália;

Resolveu-se (07.83) pela presente que o COO e/ou o CFO estão autorizados a firmar o aluguel de um escritório em Sydney, Austrália, a um custo mensal de até US$10.000,00 (AUD$11.115,60 pela taxa de câmbio atual) por um período de cinco anos ou menos.

A proposta foi aprovada por aclamação e unanimidade por todos os membros presentes (13-0).

John Jeffrey perguntou quem estava votando, já que dois membros da Diretoria haviam deixado a teleconferência durante a discussão desse assunto. Constatou-se e registrou-se que Peter Dengate Thrush não estava disponível para essa votação por razões técnicas, mas voltou ao grupo durante a discussão do assunto seguinte.

Aprovação de contratos de câmbio

Kevin Wilson informou que esta é uma resolução dividida em duas partes para contratos de câmbio com o Union Bank, que já foi discutida e agora era recomendada pelo Comitê de Finanças. A primeira parte é a redação exigida pelo Union Bank, autorizando a ICANN a firmar contratos de câmbio; a segunda parte é simplesmente uma confirmação das normas para desembolsos, e não depende de coberturas de risco de câmbio.

Raimundo Beca propôs e Steve Goldstein apoiou a seguinte resolução. Houve ainda certa discussão, até que o presidente observou que aparentemente esse é um assunto bastante delicado para a equipe, e perguntou quais são as outras moedas usadas pela ICANN no momento para efetuar pagamentos. Kevin Wilson respondeu que são predominantemente Euros e dólares australianos e canadenses. O presidente perguntou se há limitações quanto às moedas, e Kevin Wilson respondeu que não.

A resolução é a seguinte:

Visto que a ICANN processa um número significativo de desembolsos em moedas estrangeiras como o Euro, dólares australianos e dólares canadenses em seus negócios habituais;

Visto que as despesas da ICANN, inclusive as efetuadas em moeda estrangeira, estão em conformidade e continuarão em conformidade com os critérios para gastos estabelecidos pela Diretoria;

Visto que tradicionalmente a ICANN firmou contratos de câmbio imediatos (isto é, firmados em 2 dias úteis) para fazer os desembolsos na moeda estrangeira solicitada;

Visto que a ICANN deseja firmar contratos em moeda estrangeira com prazos de até 60 dias para adquirir a moeda a um custo menor;

Visto que a ICANN deseja firmar contratos em moeda estrangeira por intermédio do Union Bank of California;

Resolve-se primeiramente (07.84) que, para satisfazer as exigências do departamento de câmbio do Union Bank of California,

individualmente, estão autorizados em nome da ICANN a eventualmente (a) firmar por meios telefônicos, eletrônicos, orais ou por escrito o Contrato de Câmbio descrito acima em nome da ICANN e encaminhá-lo ao Union Bank of California, N.A. ("Banco"), e (b) delegar a representantes ou funcionários da ICANN ("Representante Autorizado") a autoridade de agir individualmente ou em conjunto com outra pessoa, ao tomar uma ou todas as seguintes medidas: (i) firmar, executar ou modificar segundo as condições que esse Representante Autorizado aprovar, qualquer compra ou venda imediata ou futura de moeda estrangeira, permuta ou opção de moeda estrangeira ou eventuais combinações das anteriores ("Transação FX"); (ii) confirmar qualquer Transação FX, (iii) aceitar ou encaminhar a transferência ao cliente ou a algum terceiro, ou a disposição de eventuais fundos pagáveis à ICANN ou a terceiros, ou a disposição de eventuais fundos pagáveis à ICANN segundo uma Transação FX e (iv) verificar todas as instruções de pagamento.

Resolveu-se também (07.85) que a autoridade concedida por essa Resolução será retroativa e que todos os atos assim autorizados e realizados antes da adoção formal desta resolução são por ela aprovados e ratificados. Se houver duas ou mais resoluções do Cliente em vigor ao mesmo tempo, as disposições de cada uma delas serão cumulativas, a menos que a disposição mais recente determine expressamente o contrário. A autoridade concedida pela presente continuará em efeito, e dessa forma autoriza-se e solicita-se ao Banco que nela se baseie até que o Grupo de Mercados Globais do Banco receba uma cópia autenticada de outra resolução da ICANN modificando, rescindindo ou revogando esta Resolução.

Resolveu-se também (07.86) que o CFO e o COO estão autorizados a firmar contratos em moeda estrangeira com o Union Bank of Califórnia desde que (i) apliquem o devido cuidado e rigorosos controles internos; (ii) não excedam as obrigações atuais existentes ou previstas durante a vigência do contrato; (iii) em hipótese alguma excedam um período de 60 dias e; (iv) em hipótese alguma excedam os valores de gastos específicos autorizados pela Diretoria (no momento, limitados a US$25.000 no caso de uma única pessoa, US$50.000 com um segundo executivo, e US$75.000 com o COO).

A proposta foi aprovada por aclamação e unanimidade por todos os membros presentes (14-0).

Novas informações sobre as tarefas para a reunião geral anual

O presidente informou os membros da Diretoria que o Conselheiro-Geral e Secretário gostaria de lembrá-los de 1) informar o Comitê Gestor da Diretoria sobre os comitês nos quais estão interessados em servir durante o próximo mandato antes da Assembléia Geral, e 2) que devem enviar suas declarações de conflitos de interesse antes do encontro em Los Angeles, de modo que o Comitê da Diretoria para Conflitos de Interesse possa examiná-las.

Outros assuntos

O presidente informou que Steve Crocker gostaria de propor o assunto "fundo para estabilidade e segurança". Steve Crocker disse que o assunto foi encaminhado a Paul Twomey. O motivo de propor o assunto foi uma nota do SSAC sobre outra questão referente a domínios de uma única letra, sugerindo a criação de um "fundo para segurança e estabilidade". Ele observou que Paul já havia comentado o assunto algumas vezes e que se agora a questão for encaminhada como parte de uma proposta específica, ele gostaria de participar das conversas.

Paul Twomey informou que não havia uma proposta formal para esse tipo de fundo, e disse que a Diretoria iria examinar a publicação do plano estratégico ainda nessa semana, que a comunidade fizera vários comentários sobre segurança e estabilidade durante o processo de consultas, e que nessas consultas a exploração de recursos e capacidades e a interação com outros envolvidos fora levantada como ponto para uma análise mais aprofundada. Na próxima rodada de consultas sobre a versão preliminar do Plano Estratégico será necessário verificar quais foram as outras sugestões recebidas sobre o assunto. Além disso, há uma consulta pública em andamento sobre o trabalho da GNSO relativo à criação de nomes de domínio de segundo nível com uma única letra. Paul comentou também que em conversas privadas com registradores nos últimos 12 meses, muitos registradores sugeriram que pelo menos alguns procedimentos desses processos devem ser dedicados a aumentar a função de segurança e estabilidade da ICANN, e informou que a idéia de um fundo para atender essa necessidade foi discutida. Paul também indicou que a ICANN recebeu uma grande quantidade de outras perguntas sobre segurança cibernética, incluindo dúvidas sobre identificadores exclusivos com operações botnet e o papel da ICANN nos últimos meses e semanas.

Kurt Pritz informou que o grupo de trabalho da GNSO para nomes reservados, criado como parte do trabalho para novos gTLDs, recomendou que se liberem letras individuais e propôs possíveis usos para a receita. Haverá uma consulta ao público por solicitação do Conselho. O presidente comentou que essa seria uma oportunidade para investir fundos em segurança e estabilidade, se tivermos condições de progredir nesse sentido.

Susan Crawford observou que não está claro se faz parte do papel da ICANN investigar problemas com botnets, o que aparentemente está sendo feito por iniciativas privadas de terceiros no mundo todo. Se houver um fundo, ele deve ser definido de maneira aberta.

O presidente comentou que seria bom ter clareza sobre as funções associadas a esse tipo de fundo.

O último item da pauta referia-se à situação das análises de vários grupos.

Denise Michel trouxe informações sobre a análise da GNSO: o Comitê Gestor da Diretoria tem um parecer final a respeito dos relatórios finais sobre melhorias da GNSO. O relatório foi concluído e publicado e será objeto de um workshop na segunda-feira em LA para definir as recomendações.

Sobre a análise do Comitê de Indicação: A Interisle está concluindo seu relatório para a Diretoria e deve publicá-lo para comentários ainda essa semana. A Interisle estará em LA e apresentará sua análise durante um workshop na quarta-feira. A empresa também estará disponível para conversar com a Diretoria e outros grupos.

Sobre a análise do ALAC: O Comitê Gestor da Diretoria está analisando os três requerimentos obtidos em resposta à RFP e tomará sua decisão em breve. O grupo de trabalho para exame do ALAC será um pequeno grupo de membros antigos e atuais da Diretoria que administrarão a análise. Em breve estarão disponíveis o regimento e os nomes dos membros do grupo.

Sobre a análise do RSSAC: no momento o RSSAC está analisando uma versão preliminar e até o final do mês o Comitê Gestor da Diretoria publicará os termos de referência preliminares para comentários.

O presidente observou que houve um grande progresso.

Steve Crocker comentou que essa era a última reunião telefônica conduzida pelo presidente durante seu mandato e que, em reconhecimento dessa ocasião e evento ele propunha o reconhecimento formal das importantes contribuições de Vint Cerf, e solicitou 5 segundos de silêncio, observando que esse assunto também será tratado em Los Angeles.

Peter Dengate-Thrush sugeriu uma aclamação pelas contribuições extraordinárias do presidente, sobretudo as reuniões telefônicas nas quais sempre pensamos que estamos sentados numa sala cercados por integrantes da equipe, mas observou que em geral as condições não são ideais e que o presidente tem muito trabalho, proveniente de várias partes do mundo. Steve Crocker concordou, e comentou que no momento Vint está viajando na Ásia, onde ainda não são 6 horas da manhã.

Jean-Jacque Subrenat observou que essa era sua primeira teleconferência e que estava impressionado com a precisão, profundidade de conhecimento e versatilidade do presidente e agradeceu-lhe.

O presidente agradeceu aos membros da Diretoria e da equipe por suas palavras e observou que nada disso funciona sem eles. O presidente espera encontrar todos ao vivo em Los Angeles.

Encerramento

Steve Goldstein propôs o encerramento da reunião, o presidente Vint Cerf perguntou se havia objeções. Como não havia, encerrou formalmente o encontro às 14:33 h PDT.

Última modificação deste arquivo em 21 de outubro de 2007

© 2007 Internet Corporation For Assigned Names and Numbers